Vou começar
Vou começar pelo início, deixando de fora as coisas que já tentei dizer em inícios anteriores mas por alguma razão me arrependi apenas porque não eram a melhor introdução - e eu tenho sempre expectativas altas quando abro um novo blog. Ficam então rasuradas grandes porções de texto nesse bloco de notas imaginário misturadas com porções de texto não rasuradas que aproveito e por vezes se estendem por cima de palavras que achei melhor substituir por outras, naquele espaço entre a palavra velha e a linha de cima.
Se calhar é por isto que eu volto sempre ao início, mais tarde ou mais cedo.




Certamente o mal de começar um blog não temático é não se saber à partida qual a tendência que ele irá tomar… Quer dizer, não havendo tema, à partida é um blog sobre ti. E assim podes cair na tentação de dizer mais de ti do que aquilo que queres dizer e aí é como se te estivessemos a ver quando fosses ao penico. E então se começares a ter muita assistência e te sentires confortável com isso, passa a ser preocupante, corres o risco de soltar um gás ou outro que se tornaria inconveniente. Acabando com a metáfora, que se tornaria muito nojenta daqui para a frente, a verdade é que podes sentir-te demasiado à vontade se as pessoas conhecerem tudo o que está dentro de ti e começas a despachar tudo cá para fora. Aí o que poderia vir? um blog lamechas? um blog negro? um blog sobre nada? Ora bem, a cor de fundo descarta totalmente os primeiros, logo tratar-se-ía de um blog sobre nada, que ao mesmo tempo seria um blog sobre ti, e que não seria uma coisa boa. Por isso eu propunha um disfarce. Este blog devia ser sobre um alter-ego do miguel de oliveira. E aí, brincando ao faz de conta podes expor aqui, sem receio, tudo aquilo que te vai na alma, pois não estarias a ser tu. E é isto.
António Ferreira
13 Mai 08 at 15:26